Minha vivência com as Constelações Familiares tem me ajudado e perceber a morte de uma outra maneira. O vínculo com nossos familiares é eterno! Precisamos aprender a sentir de outra forma. No período de luto, ainda não dá para fazer isso. Muitas percepções vão acontecendo, para que possamos elaborar a perda. Tem vários fases até podermos nos sentir um pouco melhor. A tristeza é uma emoção que nos guia em meio ao vazio. Ela precisa ser positiva, quer dizer, uma tristeza de olhar para dentro, refletir, acolher os próprios sentimentos, chorar, sim, chorar, para que com paciência, a dor vá diminuindo, o vazio vá sendo preenchido por boas lembranças. Que a motivação para continuar vivendo, retorne com um olhar para nós mesmos, para os nossos filhos, para os nossos netos, àqueles que ficam e ainda precisam de nós e de viver a vida. Que os movimentos da nossa alma, orientados pelo nosso grande Criador, nos conduzam à paz que começa na alma, que nos faz sentir e reconhecer o transcendente e que também nos faz humanos, expressando nossos sentimentos e integrando-os para seguir o caminho da nossa existência. (Mensagem a uma amiga que perdeu alguém muito próximo) Texto da Psic. Maria do Horto Palma Moraes.
Estamos vivendo momentos de muitas perdas. Perda de pessoas que nos constituem, que foram referência para formação da nossa identidade, com quem tivemos vínculos afetivos de muitos anos, que deixam vazios dentro nós, e isso dói. Vem a tristeza. Esse sentimento de recolhimento, silêncio e vazio. Ele expressa a perda de contato familiar. Como preencher esse vazio? Como enfrentar o medo do desconhecido? Como enfrentar o medo da morte? Esse vazio que sentimos, chamado de sentimento de tristeza, tem dois polos: o positivo e o negativo. O negativo da tristeza envolve sentimentos de solidão, culpa, abandono, falta, não ter ninguém para nos cuidar, para nos reconhecer, para nos amar. O positivo da tristeza envolve um voltar-se para dentro de si mesmo, envolve uma reflexão, um recolhimento e o reconhecimento desses sentimentos negativos em nós, para depois “virar a chave”, podermos nos perceber como pessoa adulta, inteira, capaz de seguir a vida, alimentados por nossa própria en...